Pelas deslumbrantes ondas do oceano
A sereia voava brandamente
Por toda aquela imensidão salgada
Os astros brilhavam intensamente.
Abriu as asas ao vento
Deixando que a brisa invadisse o seu respirar
Deixando o bater do coração terminar
Porquê tanto desalento?
Olhou em volta…
Via a maresia no seu recatado reinado
Flutuava o que lhe fora tirado…
Acorrentada pelas algas
Viu-se encurralada por seres absurdos
Não mais veria o crepúsculo no seu trono
Não mais poderia dizer: gostei de te conhecer!
Por breves instantes reflectiu no findar da sua modesta vida
O terminar do acontecer
O quão dominado teria sido até ali, a sua vida!
E por breves instantes sentiu um enorme clarão
Mergulhou forçosamente na água gélida…
Apenas disse: não deixes que decidam por ti!
A sua ignorância foi fatal.
Deixou a sua vida nadar velozmente a seu lado
Deixou a sua vida acontecer sem nada beneficiar
Por que será assim banal?
Porque terá sido assim?
.*Lira*.

1 comentário:
Adoro os teus textos continua que vais no bom caminho não deixes o teu dom desvanecer adrt
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